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quinta-feira, 3 de março de 2016

TEOLOGIA DO ANTIGO TESTAMENTO /WALTER BRUEGGEMANN (Academia Cristã/Paulus)- Autores Congregacionais



Prof. Dr. Walter Brueggemann é pastor da United Church os Christ (Igreja Unida de Cristo a maior denominação Congregacional dos EUA), e professor Emérito de Antigo Testamento do Columbia Theological Seminary, Decatur, Geórgia - Estados Unidos da América.  É um dos mais influentes estudiosos do Antigo Testamento dos Estados Unidos das últimas décadas.                                             
No Brasil sua Teologia do Antigo Testamento é publicada pela Academia Cristã em coedição com a Paulus.

Contra Capa:
"A obra de Brueggemann é uma referência nos estudos do Antigo Testamento. Como exegeta de alto gabarito e grande teólogo, o autor elabora uma teologia com suficiente sensibilidade para com os aspectos poéticos e sociais das Escrituras. Seu enfoque teológico foge dos contornos tradicionais mais racionalistas e interage com a realidade contemporânea. Qualquer que seja a perspectiva de um estudioso do AT, Brueggemann é um must em função de sua importância e relevância para a história da Teologia do Antigo Testamento."
Luiz Sayão Diretor e professor da Faculdade Batista do Rio de Janeiro (Seminário Batista do Sul).
"A interpretação exegética e teológica do Antigo Testamento no século XXI está em busca de sua nova face. O caráter histórico da disciplina, tão bem evidenciado nos séculos XIX e XX, já não é suficiente diante das novas exigências acadêmicas e sociais. A Teologia do Antigo Testamento de Walter Brueggemann é testemunho da nova face da pesquisa teológica bíblica. A sua introdução, destacando com clareza e rigor a história da disciplina e os seus impasses e valores, por si só, já presta um imenso serviço às Igrejas e à Academia. Ao entrar no estudo da Bíblia Hebraica por sua vez, Brueggemann leva a sério a exegese crítica e a história de Israel, mas as coloca a serviço das perguntas relevantes de nosso próprio tempo, indicando um novo e desafiador caminho para a interpretação bíblica: responder às questões que desafiam a humanidade neste novo milênio. Este é um daqueles livros que marcam época, e sua publicação em português é uma conquista de grande monta."
Dr. Júlio Zabatiero professor da Faculdade Unida – Vitória – ES.

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* CONGREGACIONALISMO, O QUE É ISSO?

Congregacionalismo é a forma de governo de Igreja em a autoridade repousa sobre a independência e a autonomia de cada Igreja local. Este tem sido declarado como o sistema primitivo que representa a forma mais antiga de governo da Igreja. O Congregacionalismo moderno, no entanto, data a partir da Reforma Protestante.

Já em 1550, há indícios de homens e mulheres se reunindo para pregar a Palavra de Deus e administrar os sacramentos como separados da Igreja nacional da Inglaterra (Anglicana).

Quando ficou claro que a rainha Elizabeth I não tinha a intenção de uma reforma radical da Igreja inglesa, o número dessas comunidades separadas aumentou.

Robert Browne, o primeiro teórico do sistema, insistia em que estas «igrejas separadas", deviam ser independente do Estado e ter o direito de governarem-se a si próprias, estabelecendo assim as linhas essenciais do Congregacionalismo como o conhecemos hoje.

Desde o 1580 os Brownistas (como passaram a ser chamados estes dissidentes) aumentaram em número e os contornos do congregacionalismo tornaram-se mais claramente definidos; igrejas foram formadas em Norwich, Londres, Scrooby e Gainsborough.

O movimento foi impulsionado pela perseguição. Alguns destes separatistas migraram para a Holanda (1607) e depois (1620) para os Estados Unidos da América, onde o Congregacionalismo foi influente na formação tanto da religião quanto da política daquele país.

Na Inglaterra os Independentes (como também eram chamados) formaram a espinha dorsal do exército de Oliver Cromwell. Seus teólogos defenderam a sua posição congregacionalista na Assembléia de Westiminster e os seus princípios foram reafirmados na Declaração Savoy de Fé e Ordem, em 1658.

Mesmo sendo autônomas esta independência das igrejas Congregacionais não as coloca em completo isolamento. Elas reconheceram o vínculo de uma fé comum e de uma ordem e formaram Associações locais de apoio mútuo e estreitamento de relações.

A União Congregacional da Escócia foi formado em 1812; a da Inglaterra e País de Gales em 1832.

Estas uniões não tinham qualquer autoridade legislativa, mas serviram para aconselhar as igrejas e exprimir as suas idéias em comum.

Em 1972 a maior parte das Igrejas Congregacionais na Inglaterra e no País de Gales se uniu com a Igreja Presbiteriana da Inglaterra para formar a Igreja Reformada Unida. Muitas igrejas que não concordaram com esta união formam hoje a Federação Congregacional e a Comunhão de Igrejas Evangélicas Independentes.

Nos E.U.A. na maior parte das Igrejas Cristãs Congregacionais, em 1957 ingressou com a Igreja Evangélica Reformada em uma união para formar a Igreja Unida de Cristo. As igrejas que não concordaram com esta união formaram outras associações até hoje existentes, com destaque para a Associação Nacional de Igrejas Cristãs Congregacionais e para a Conferência Cristã Conservadora Congregacional.

Adpt. Joelson Gomes

The Concise Oxford Dictionary of the Christian Church 2000, originalmente publicado por Oxford University Press, 2000.

* OS PRIMEIROS CONGREGACIONALISTAS

A maneira Congregacional de igreja na Inglaterra provavelmente tenha seu nascimento em 1567,[1] num pequeno grupo de cerca de cem irmãos que insatisfeitos com tudo o que estava acontecendo dentro da igreja inglesa, começou a se reunir para adorar secretamente no “Salão Plumbers”, Londres. Eles eram chamados de “a Igreja de Privye”,[2] (ou Igreja Privada) transformando-se esta na primeira das muitas congregações separatistas de protesto na Inglaterra. O ajuntamento foi considerado ilegal pelas autoridades, e em 19 de Junho de 1567, e segundo o proeminente historiador Congregacional Williston Walker, os seus membros foram presos, açoitados em público ou mortos.[3] Este dia é considerado por muitos historiadores como o dia da origem moderna da maneira Congregacional de ser igreja.[4] A congregação do Salão Plumbers foi assim dispersa, mas foi logo reorganizada, e agora com mais clareza de sua finalidade. Os seus membros fizeram um pacto entre si para adoração a Deus de acordo com sua compreensão puritana. Mas, mais uma vez foram descobertos, diversos membros foram novamente presos, e outros junto com seu pastor Richard Fitz foram mortos. Mas, a chama não se apagou e a história da Igreja Congregacional é longa, rica, linda e inspiradora.
___________________


NOTAS

[1] CAIRNS, Earle E. O Cristianismo Através dos Séculos (São Paulo: Vida Nova, 2006) p. 275.

[2] Conforme “The Reformation in England” em <http://www.ucc.org/about-us/short-course/the-reformation-in-england.html> Acesso em 08/07/07.

[3] História da Igreja Cristã, 2a ed. (São Paulo: JUERP/ ASTE, 1980), p. 547. Conforme também <http://www.usgennet.org/usa/topic/colonial/religion/history.html> Acesso 08/12/07.

[4] Conforme <http://chi.gospelcom.net/DAILYF/2002/06/daily-06-19-2002.shtml> Acesso em 08/12/07.

ACESSE TAMBÉM