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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

sábado, 14 de setembro de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

HORACE BUSHNELL O PAI DO LIBERALISMO CONGREGACIONAL NOS EUA- Grandes nomes Congregacionais.



 Por Joelson Gomes
Trad. e Adpt.


 Horace Bushnell nasceu na aldeia de Bantam, município de Litchfield, Connectcut, em 14 de abril de 1802, e estudou no Yale Collge (universidade Congregacional). Depois de se formar, em 1827, foi editor literário do New York Journal of Commerce de 1828 a 1829, quando se tornou professor em Yale. Ali ele também estudou Direito, mas em 1831 entrou para o departamento de Teologia. Em maio de 1833 Bushnell foi ordenado pastor da Igreja Congregacional do Norte em Hartford, Connecticut e se casou com Mary Apthorp, o casal teve três filhos. Bushnell permaneceu em Hartford até 1859, quando, devido a problemas de saúde renunciou seu pastorado. Após isso ficou sem cargo nomeado, e até a sua morte em Hartford, em 1876, ele foi um autor prolífico e também pregava ocasionalmente.[1]



Como pregador, o Dr. Bushnell foi muito eficaz. Apesar de não ser um orador dramático, ele era original, pensativo e impressionante no púlpito. Sua posição teológica pode ser tida como uma revolta qualificada contra ortodoxia calvinista de sua época. Ele criticou as concepções vigentes da Trindade e da Expiação, também reinterpretou a Conversão (Bushnell argumentou que as crianças criadas em lares e igrejas cristãs simplesmente crescem cristãs se são formadas espiritualmente de forma correta, em sua opinião essas crianças não têm necessidade de uma experiência de conversão dramática ou decisão radical de fé), e as relações entre o natural e o sobrenatural. Acima de tudo, ele rompeu com a visão predominante que considerava a teologia como essencialmente intelectual em seu apelo, e demonstrável por processos de dedução lógica exata. A base adequada de seu pensamento pode ser encontrada nos sentimentos e intuições da natureza espiritual da humanidade. Sua principal influência filosófico teológica era Samuel Taylor Coleridge, o poeta romântico Inglês enigmático e ensaísta, cujo livro Aids to Refletionfoi muito inspirador para Bushnell.  Ele não tomava Genesis 1-11, literalmente, e não acreditava na infalibilidade da Bíblia, etc,[2]


Igreja Congregacional do Norte em Hartford
Bushnell foi conscientemente um teólogo mediador. Ele se levantou contra a corrente unitária da Nova Inglaterra e o liberalismo exarcebado, ao mesmo tempo em que resistia à rígida ortodoxia e fundamentalismo incipiente de neo-puritanismo, e a Teologia Princeton. Defendeu fortemente a crença no sobrenatural, inclusive os milagres de Jesus (embora ele não sentisse necessidade de defender cada história dos milagres bíblicos), e, ao mesmo tempo defendeu a necessidade de ajustar as doutrinas cristãs com o contexto cultural em mudança. Pode-se se dizer que ele enfureceu os liberais e conservadores.


É reconhecido pelos historiadores da teologia que Bushnell teve uma influência marcante sobre a teologia na América, uma influência não tanto, talvez, no sentido da modificação das doutrinas específicas, como no impulso, na tendência e no espírito geral que ele transmitiu ao pensamento teológico. Na estimativa do Dr. Munger era que: "Ele era um teólogo como Copérnico foi um astrônomo, ele mudou o ponto de vista e, assim, não só mudou tudo, mas apontou o caminho para a unidade de pensamento teológico." Assim, foi como um teólogo, e não como um pastor que Bushnell foi mais significativo. Primeiramente, ele forneceu o método intelectual e conteúdo para quebrar abordagem dogmática de construção do sistema de teologia puritana.[3] Na época outros pensadores estavam se movendo na mesma direção, e ele liderou o movimento na Nova Inglaterra. Foi um trabalho de coragem soberba. Dificilmente um teólogo em sua denominação estava com ele, e quase todos se pronunciaram contra ele. Quatro de seus livros são de particular importância:
 

  • Christian Nutrir (1847), no qual ele praticamente se opôs ao revivamento e efetivamente conduziu o pensamento cristão de então em direção ao novo;
  • A natureza e o Sobrenatural (1858), em que discutiu milagres e esforçou-se para levar o natural para o sobrenatural, enfatizando a sobrenatural natureza do homem;

  • O sacrifício Vicário (1866), no qual ele argumentou o que veio a ser conhecido como o ponto de vista moral da expiação em distinção à teoria do governo e a teoria penal;

  • Satisfação, e Deus em Cristo (1849) (com uma dissertação introdutória sobre a linguagem em relação ao pensamento e espírito). 



Foi acusado de opiniões heréticas sobre a Trindade e com isso foram feitas tentativas de levá-lo a julgamento, mas sem sucesso, pois em 1852 a sua igreja se retirou, por unanimidade, da associação congregacional local, eliminando assim qualquer possibilidade de outra ação contra ele.
 

Túmulo de Bushnell
Para seus críticos Bushnell formalmente respondeu por escrito com Cristo em Teologia (1851), no qual ele emprega o argumento importante que a verdade espiritual só pode ser expressa em linguagem aproximada e poética, e conclui que não pode existir uma dogmática teologia adequada. Em sua opinião toda linguagem, inclusive a teológica é metafórica.


Bushnell morreu em Hartford, em 1876.




segunda-feira, 19 de agosto de 2013

PASTOR PURITANO CONGREGACIONAL LUTA COM O HOMEM-ARANHA

Por Steve
Do Beacon Street Diary
Adpt. Joelson Gomes

O pastor Congregacional Cotton Mather ficou muito conhecido para a história pelo episódio das Bruxas de Salem descrito abaixo neste blog. Muitos têm lido os seus escritos e sido edificados espiritualmente com eles, mas, no universo Marvel, Cotton Mather é retratado como um vilão dinâmico, violento e vingativo que luta contra o Homem-Aranha. Bem, esta peculiar caracterização de Mather pode fazer algum sentido quando vista através da lente do legado cultural dos puritanos e os julgamentos das bruxas de Salem no qual ele teve certa participação.


Nas histórias da Márvel Cotton Mather aparece como um personagem na série 1 da Marvel Team-Up, 41-45, publicados entre janeiro e maio de 1976. Ele é um "caçador de bruxas", que míope caça as bruxas através do tempo-, a partir da década de 1690 à década de 1970. A história que se desenrola nesses quatro quadrinhos começa com Cotton Mather telepaticamente atraindo a Feiticeira Escarlate - uma mutante, que usa seus poderes de bruxa para o bem - para um castelo distante.  Aparece então uma máquina do tempo, para que ele possa viajar com ela de volta para a colônia puritana congregacional em Salem, Massachusetts, em 1692, e ali persegui-la como uma bruxa durante os julgamentos que lá aconteceram. O Homem-Aranha recebe um sinal de socorro misterioso da Feiticeira Escarlate e ele acaba lutando contra Cotton Mather, ao lado de Visão (outro herói) e Dr. Doom (um vilão, que se torna um aliado do Homem-Aranha para esta aventura). Eles estão todos em Salem em 1692, em meio à histeria da caça às bruxas e Dark-Rider aparece. Ele é um ser maligno, que existe desde os tempos pré-históricos, e ganha sua força drenando o poder das bruxas. Cotton se alia com essa criatura monstruosa, acreditando ser ele o "Anjo da Luz ... que vem para combater a escuridão do homem." Parece que o Dark-Rider deu Cotton Mather seus super-poderes telepáticos, junto com sua capacidade de lançar fogo purificador em seus inimigos. Acompanhou tudo? Esta história é a releitura mais criativa dos julgamentos das bruxas de Salem que provavelmente existe.


O Cotton Mather dessas histórias em quadrinhos não tem qualquer semelhança com a figura histórica do pastor Cotton Mather. Além de um olhar muito menos sinistro do que seu sósia dos gibis, o real Cotton Mather não estava ativamente envolvido nos julgamentos das bruxas de Salem e nunca, na medida em que mostram os registros históricos viajou no tempo para a década de 1970. No entanto, Cotton Mather ficará para sempre ligado aos julgamentos das bruxas porque escolheu equivocar-se, ao invés de condenar firmemente os julgamentos e procurar acabar com eles. Sua resposta posterior aos julgamentos e à feitiçaria em geral, expressa em As maravilhas do mundo invisível. Sendo um relato dos julgamentos de várias bruxas executadas recentemente no New England ... foi visto negativamente desde o começo e sua reputação nunca se recuperou totalmente na imaginação popular.








A Conexão tangencial de Cotton Mather com os acontecimentos em Salem são as causas mais prováveis ​​para explicar por que ele foi escolhido para aparecer nessas histórias em quadrinhos. Essas histórias exigiam um puritano mal, e ele foi a figura histórica que os escritores escolheram.

A cultura popular tem tido um desejo longo e aparentemente insaciável para contar e recontar a história dos julgamentos das bruxas de Salem em inúmeras variações, mas raramente com se preocupa com a exatidão histórica. Na cultura pop, no entanto, a precisão histórica não importa, porque os julgamentos das bruxas de Salem funcionam como uma alegoria, em que os temores de injustiça da sociedade, histeria de multidão, figuras de autoridade moralmente corruptas e agitação social, encontra expressão. Essas histórias são menos sobre o que realmente aconteceu em Salem e mais sobre o clima da sociedade em que são produzidas.