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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

OS CONGREGACIONAIS: LIVRO CONTA A HISTÓRIA DOS CONGREGACIONAIS EM PORTUGUÊS




Foi lançado no mês de Outubro o livro:OS CONGREGACIONAIS. Esta é a primeira obra em português que conta em detalhes a história do movimento Congregacional, a tradição protestante a fundar primeira igreja evangélica no Brasil (Igreja Congregacional Fluminense), em 1858. O livro se divide em nove capítulos e dois apêndices onde a fundação e a história Congregacional desfila com riqueza de fontes (quase 400 notas de rodapé). O índice se divide assim:

*Cronologia Congregacional Básica, onde estão registradas as datas importantes do Congregacionalismo.
I- "Entre Vocês não pode ser assim". Onde se fundamenta exegeticamente o sistema de governo das igrejas locais no Novo Testamento.
 II- O Congregacionalismo Sempre Vivo. Onde se mostra como os Pais da Igreja falaram do assunto e se dá os motivos para o surgimento do sistema monolítico (papal) de governo para a igreja. Ainda se mostra como alguns filósofos importantes e os reformadores entendiam a igreja e seu governo.
III- O Casamento Desfeito que deu Origem a uma igreja. Onde se relata o surgimento da Igreja Anglicana.
IV- Só Cristo é o Cabeça da Igreja. Onde está historificado o resgate do sistema Congregacional de governo para as igrejas locais, seus primeiros líderes e mártires na Inglaterra do séc. XVI.
V- Henry Jacob e o Congregacionalismo não Separatista. Mostra o que era essa ala dos Congregacionais primitivos.
VI- Os "Pais Peregrinos"; indo à Terra Prometida. Onde se conta a história das perseguições do Congregacionais ingleses, suas fugas até a famosa viagem do Mayflower para o que seria os Estados Unidos da América.
VII- A Liberdade na Inglaterra. Aqui é contada a história da Guerra Civil inglesa, da Declaração de Fé de Savoy, e e de como os Congregacionais se desenvolveram nesse contexto de batalha política e religiosa.
VIII- Os Congregacionais nos Estados Unidos; Avivamentos, divisões e Fusões. Onde está relatada a história do desenvolvimento dos Congregacionais americanos, e a participação preponderante em eventos tais como o Grande Despertamento com Jonathan Edwards. 
IX- A Cruz na Terra de Santa Cruz. Aqui se mostra a história de Robert e Sarah Kalley, os pioneiros do Congregacionalismo no Brasil. 
Apêndice I- A Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. Onde se conta a história desta denominação.
Apêndice II- O Pioneirismo Congregacional. Aqui se mostra as obras feitas por Congregacionais que marcaram a história.
Além disso o livro é recheado de biografias de Congregacinais famosos como: Isaac Watts, D. L. Moody, C. H. Dood, Lewis  Sperry Chaffer, Martyn Lloyd-Jones, William Bradford, William Ames, P. T. Forsyth, etc. 

Abaixo algumas impressões de leitores da obra.

Considero esta obra um verdadeiro marco. Trata-se da primeira pesquisa acadêmica publicada em português que narra as raízes históricas da tradição Congregacional, desde sua origem, na Inglaterra, passando pela Holanda, Estados Unidos da América e Brasil. Temos bons livros que nos serviram nas últimas décadas com o objetivo de apresentar a nossa origem, mas sem a riqueza de dados históricos e sem citação das fontes. Cuidado devido que o autor tomou para deleite dos apaixonados pela História da Igreja! Finalmente, não podemos esquecer que a obra presta homenagem a uma das primeiras e mais ricas tradições, herdeira da Reforma Protestante. Portanto, como podemos verificar, a expressão “marco” faz jus à laboriosa contribuição de Joelson Gomes à família não só dos Congregacionais, mas dos Protestantes no Brasil.

Idauro Campos. Escritor, historiador, diretor do Seminário Teológico Congregacional de Niterói/ RJ, e pastor do quadro de ministros da União das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil. 

O livro do pastor Joelson Gomes vem preencher uma lacuna na nossa literatura, e mui particularmente no contexto da igreja Congregacional. Se como entende o autor “um livro só deve ser escrito se for necessário”, então esse é um texto que justifica sua publicação. Mais do que isso. Justifica que todo líder e crentes interessados numa perspectiva bíblica e histórica do Congregacionalismo o examine com a devida atenção. O referido texto impressiona não apenas pela vasta pesquisa, envolvendo quase 400 citações, mas, sobretudo, pela riqueza dos conteúdos e poder de fundamentação. É importante ressaltar que o autor além do conhecimento e compromisso científico com a pesquisa, apresenta uma profunda convicção bíblico-teológica quanto ao governo Congregacional. Assim é que o livro oferece uma grande contribuição sobre o modelo bíblico de funcionamento da igreja, ao demonstrar que “a decisão final de um problema repousava na congregação” e que “a liderança era compartilhada e não imposta”. O leitor verá, ainda, que ao contrário da cultura atual, "os pastores locais exerciam força coesiva (de coesão, unidade) na comunidade e não coercitiva". E, finalmente, o autor mostra que a história do Congregacionalismo nos “orgulha” por seu legado de pioneirismo e de virtudes.

Aurivan Marinho. Palestrante renomado em todo Brasil, pastor do quadro de ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, da qual foi presidente por vários mandatos, e professor no Seminário Teológico desta mesma denominação.


Saudamos com muita alegria o livro: OS CONGREGACIONAIS. Sem dúvida alguma, temos em mãos, uma grande contribuição para os Congregacionais de nosso país. O livro é rico sobre vários aspectos e com certeza fomentará discussões interessantes sobre a nossa herança Congregacional. A obra possui linguagem clara, livre dos entraves linguísticos peculiares a muitas obras historiográficas produzidas em ambientes acadêmicos. O leitor perceberá a facilidade com a qual se verá envolvido e seduzido pelo enredo traçado pelo autor. É possível que o leitor discorde de algumas abordagens e interpretações do autor, como também é possível que não o siga em todas as conclusões a que chega a sua pesquisa. O que não é possível é negar a relevante contribuição do trabalho ora apresentado ao público Congregacional. Não tenho qualquer sombra de dúvida que essa pesquisa contribuirá para o enriquecimento do saber e o fortalecimento da identidade Congregacional em nosso país, mostrando-nos que todos nós temos razões nobres para nos alegrarmos e até, falo com toda reverência, nos orgulharmos de nossa herança e de nossos antepassados Congregacionais. Rogamos a Deus que a obra sirva para fortalecer nossas estruturas e consciências acerca de quem somos e de onde viemos, já que, como a história é o fio da identidade comunitária, uma comunidade sem consciência histórica é uma massa alienada que não sabe de onde veio nem para onde vai e, portanto, nunca compreenderá as razões pelas quais faz o que faz. 

Bruno César Araújo. Historiador, pastor e diretor do Departamento de Educação Teológica da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, e professor no Seminário Teológico desta mesma denominação.

No Livro OS CONGREGACIONAIS, Joelson Gomes desenvolve de forma cronológica e primorosa, uma apresentação abrangente do Congregacionalismo, tendo em seu arcabouço uma analise bíblico-histórica de todos os períodos e fatos feita com clareza de detalhes, dando sempre ênfase a personagens que contribuíram para desenvolvimento dessa forma de governo. Nós estamos diante de uma obra única e necessária, que nos fará conhecer melhor a história e o governo Congregacionalista em nossos dias, principalmente no Brasil.

Hugo Wagner Silveira Melo. Diretor do Departamento de Educação Religiosa e Publicações da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, pastor e professor do Seminário Teológico desta mesma denominação.

O autor, pastor e professor Joelson Gomes apresenta com veracidade e autenticidade fatos documentais da história Congregacional, seu pioneirismo, passando pela Inglaterra e convergindo para o Brasil. Temos na narrativa deste livro uma coletânea de referências aos Congregacionais, mostrando a construção de sua história ao longo do tempo. É uma contribuição que nos oferece um acervo Congregacional de dados históricos, biográficos e bíblicos. O livro será útil ao estudo desta história a vários seguimentos de ensino denominacional, e em seus seminários bíblicos.

Carloson Roberto. Faz parte do quadro de ministros da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil, é membro do Departamento de Educação Teológica, professor e diretor do Seminário Congregacional da ALIANÇA em João Pessoa/PB.

Indiscutivelmente Joelson Gomes deu-nos um grande presente, uma vez que esta obra preenche sabiamente uma lacuna existente em língua portuguesa. OS CONGREGACIONAIS é aquele tipo de livro semelhante a um bom filme, ao passo em que as cenas vão acontecendo, o nosso envolvimento, curiosidade e interesse vão aumentando, porém, de repente, percebemos que o filme está acabando e já começamos a lamentar dizendo: “o que é bom dura pouco.” OS CONGREGACIONAIS é um escrito lúcido, bem pensado, preciso e, acima de tudo, totalmente bíblico. Sendo assim, aperte os cintos e embarque nesta bela história conhecendo a tradição e o grande legado deixado pelos congregacionais.

Valker Neves. Formado em Teologia, Psicologia, Administração e Mestrando em Hermenêutica do NT. Pastor da Igreja Evangélica Congregacional Zona Sul em Campina Grande/PB, e segundo secretário da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.
Ler os CONGREGACIONAIS é um m grande deleite para mente, um texto riquíssimo em citações e de boa fundamentação bíblico – teológica que rapidamente seduz os estudantes mais dedicados. Joelson Gomes escreve não só com sua mente fértil, mas com seu coração apaixonado pelo conteúdo de seus escritos o que é típico de um reformado experimental. Esse livro não pode faltar em sua biblioteca, desde que suas lições perpassem em sua mente e seu coração.

Anderson Firmino. Graduado em Teologia, Pastor e Vice-diretor do Conselho de Pastores da Aliança das Igrejas Evangélicas Congregacionais do Brasil.


PEDIDOS: 
alianca.b@hotmail.com
81- 3049-2063/3063
Enviado para todo Brasil



segunda-feira, 8 de maio de 2017

A TRAVESSIA DO MAYFLOWER - Ep.3

Este documentário conta a história dos primeiros Congregacionais que fugindo da perseguição inglesa se refugiaram na Holanda,e depois resolveram viajar a bordo do Mayflower para a América recém-descoberta. Eram os "Pais Peregrinos" os colonizadores e fundadores dos EUA.


A TRAVESSIA DO MAYFLOWER - Ep.2

Este documentário conta a história dos primeiros Congregacionais que fugindo da perseguição inglesa se refugiaram na Holanda, e depois resolveram viajar a bordo do Mayflower para a América recém-descoberta. Eram os "Pais Peregrinos" os colonizadores e fundadores dos EUA.

A TRAVESSIA DO MAYFLOWER - Ep.1

Este documentário conta a história dos primeiros Congregacionais que fugindo da perseguição inglesa se refugiaram na Holanda, e depois resolveram viajar a bordo do Mayflower para a América recém-descoberta. Eram os "Pais Peregrinos" os colonizadores e fundadores dos EUA.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

UM ESTUDO DETRALHADO DE JOÃO 3.16

Por John Owen em "Por quem Cristo Morreu?" (São Paulo: PES, pp. 82-88), adaptado para postagem.
 
 
Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna. (Jo. 3: 16).

Muitas vezes este versículo é usado para ensinar que:

  · "amou" = Deus tem tal anseio natural pelo bem de.
  · "mundo" = toda a raça humana, em todas as épocas e tempos.
  · "deu" = Ele deu Seu Filho para morrer, na verdade, não para salvar qualquer um, mas.
  · "todo aquele" = para que qualquer um que tenha a tendência natural para crer.
  · "tenha" = possa, assim, obter a vida eterna.

Contrastando com isso, nós entendemos que o versículo ensina:

  · "amou" = Deus tem um amor tão especial, tão supremo, que Ele determinou.
  · "mundo" = que todo o Seu povo, dentre todas as raças fosse salvo.
  ·  "deu" = ao designar Seu Filho para ser um Salvador adequado.
  ·  "todo aquele que" = deixando claro que todos os crentes, e somente eles.
  ·  "tenha" = tenham, efetivamente, todas as coisas gloriosas que Ele planejou para eles.
 
Há três coisas a serem cuidadosamente estudadas aqui. Em primeiro lugar, o amor de Deus; em segundo lugar, o objeto do amor de deus, aqui chamado de "o mundo"; em terceiro lugar, a intenção do amor de Deus: para que os crentes "não pereçam".

  1- É importante entender que nada que sugira que Deus é imperfeito deve ser dito a respeito dEle. Sua obra é perfeita. No entanto, se for argumentado que Ele tem um anseio natural quanto à salvação de todos, então, o fato de todos não serem salvos deve significar que Seu anseio é fraco e Sua felicidade é incompleta.

Além disso, as Escrituras não afirmam, em lugar algum, que Deus é naturalmente inclinado ao bem de todos. Ao contrário, é evidente que Deus é completamente capaz de ter misericórdia daqueles pelos quais Ele terá misericórdia. Seu amor é um ato livre de Sua vontade, não uma emoção produzida nEle por nosso estado miserável. (Se fosse a miséria que tivesse atraído o anseio natural de Deus para ajudar, então Ele deveria ser misericordioso para com os demônios e os condenados!).

O amor que é aqui descrito é um ato supremo e especial da vontade de Deus, dirigido particularmente aos crentes. As palavras "de tal maneira" e "para que" enfatizam a característica incomum desse amor e o claro propósito desse amor no sentido de salvar os crentes da perdição. Então, este amor não pode ser uma afeição comum por todos, desde que alguns realmente perecem.

Outros versículos das Escrituras também concordam que esse amor de Deus é um ato supremo e é dirigido especialmente aos crentes, como, por exemplo, Romanos 5: 8 ou 1 João 4: 9, 10. Ninguém falaria de uma inclinação natural para o bem de todos, através de maneiras tão enfáticas como estas.

É claro que Deus quer o bem de todos a quem Ele ama. Então, segue-se que Ele ama somente aqueles que recebem esse bem. O mesmo amor que O levou a dar Seu Filho Jesus Cristo, faz com que Ele dê também todas as outras coisas necessárias, "Aquele que nem mesmo a seu próprio filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?" (Romanos 8: 32). Assim, este amor especial de Deus pode, portanto, ser somente por aqueles que realmente tenham recebido graça e glória.

Ora, leitor cristão, você precisa julgar: pode o amor de Deus, que deu o Seu Filho, ser entendido como um sentimento de boa vontade para com todos em geral? Não será, ao invés disso, o Seu amor especial para com os crentes eleitos?

  2- Precisamos examinar o que é o objeto desse amor de Deus, aqui chamado de "o mundo". Alguns dizem: isso deve significar todos e cada um dos homens. Eu jamais consegui ver como isso poderia significar tal coisa. Já demonstramos os diferentes sentidos com que a palavra "mundo" é usada nas Escrituras. E, em João 3:16, o amor mencionado no princípio e o propósito no final, não podem concordar com o significado de "todos e cada um dos homens" que é imposto, por alguns, sobre "o mundo", o qual ocorre no meio do versículo.

De nossa parte, entendemos que essa palavra significa os eleitos de Deus espalhados pelo mundo entre todas as nações. Os benefícios especiais de Deus já não são para os judeus somente. O sentido é: "Deus amou os Seus eleitos em todo o mundo de tal maneira, que deu o Seu Filho com esse propósito, para que os crentes pudessem ser salvos por Ele". Há várias razões que corroboram esse ponto de vista.

A natureza do amor de Deus conforme já examinamos aqui, não pode ser considerada como sendo estendida a todos e a cada um dos homens. O "mundo", neste versículo, tem que ser aquele mundo que realmente receba a vida eterna. Isso é confirmado pelo versículo seguinte - João 3: 17 - onde, na terceira ocorrência do termo "mundo", é afirmado que o propósito de Deus ao enviar Cristo foi "para que o mundo fosse salvo". Se "mundo" se refere aqui a quaisquer pessoas senão aos crentes eleitos, então Deus falhou no Seu propósito. Não ousaríamos admitir isso.

Não é raro, de fato, o povo de Deus ser designado por termos, tais como: "mundo", "toda a carne", "todas as nações", e "todas as famílias da terra". Em João 4: 42, por exemplo, é afirmado que Cristo é o Salvador do mundo. Um Salvador de homens não salvos seria uma contradição de termos. Assim sendo, aqueles que aqui são chamados de "o mundo" têm que ser apenas aqueles que são salvos.

Há várias razões porque os crentes são chamados de "o mundo". É para distingui-los dos anjos; para rejeitar judeus jactanciosos que pensavam ser apenas eles o povo de Deus; para ensinar a distinção entre a velha aliança feita com uma só nação, e a nova - na qual todas as nações do mundo se tornariam obedientes a Cristo; e para mostrar a condição natural dos crentes como criaturas terrestres e deste mundo.

Se for ainda argumentado que "mundo" aqui se refere a todos e a cada um dos homens como sendo o objeto do amor de Deus, então, por que Deus não revelou Jesus a todos a quem Ele tanto amou? É muito estranho que Deus desse Seu Filho para eles, e, no entanto, nunca lhes falasse desse amor, pois milhões jamais ouviram o evangelho! Como pode ser dito que Ele ama todos os homens, se, na Sua providência, esse amor não chega a ser conhecido por todos os homens?

Finalmente, "mundo" não pode significar todos e cada um dos homens, a menos que estejamos dispostos a admitir que:

  · O amor de Deus em relação a muitos é em vão, porque eles perecem;
  · Cristo foi enviado em favor de milhões que jamais O conheceram;
  · Cristo foi enviado em favor de milhões que não podem crer nEle.
  · Deus muda Seu amor para abandonar aqueles que perecem (ou isso, ou Ele continua a amá-los no inferno);
  · Deus não consegue dar todas as coisas àqueles pelos quais Ele deu Cristo.
  · Deus não sabe de antemão quem vai crer e ser salvo.

Não podemos admitir tais absurdos; "mundo" só pode significar aquelas pessoas espalhadas pelo mundo, que são eleitos.

  3- Afirma-se que a maneira pela qual os eleitos de Deus chegam, realmente, a obter a vida que está em Seu Filho é através do ato de crer. É "cada crente que não vai perecer"[1].

Se for alegado que Cristo morreu por todos e por cada um dos homens, e, entretanto, nós agora aprendemos que somente os crentes serão salvos, o que é que faz a diferença entre crente e não crentes? Eles não podem fazer a diferença por si mesmos (Ver 1 Coríntios 4: 7). Então Deus os fez diferentes. Mas se Deus os fez diferentes, como pode ter enviado Cristo para todos eles?

O versículo (João 3: 16) declara a intenção de Deus no sentido de que os crentes serão salvos. Segue-se, então, que Deus não deu Seu Filho para os incrédulos. Como poderia ter dado Seu Filho para aqueles a quem Ele não deu a graça de crer?

Ora, que o leitor pese todas estas coisas, e especialmente a primeira - o amor de Deus - e pergunte seriamente se pode ser considerado uma afeição por todos em geral aquilo que pode tolerar a perdição de muitos daqueles a quem Ele tanto amou? Ou será que este amor não é melhor entendido como sendo aquele único, especial amor do Pai por Seus filhos crentes, que torna seguro o futuro deles? Então, você terá uma resposta se a Bíblia ensina, ou não, que Cristo morreu como um resgate geral - infrutífero com relação a muitos pelos quais o resgate foi pago ou como uma redenção especial e gloriosamente eficaz para cada crente. E lembre-se de que este texto, João 3: 16, é frequentemente usado para sustentar a ideia de que Cristo morreu por todos os homens - embora, como já tenho mostrado, seja completamente incompatível com tal noção!

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Notas:

[1] Sugerir que "todo aqueles" significa "qualquer um" indefinidamente, não vai ajudar em nada a causa da redenção universal. A forma das palavras gregas é realmente "todos os crentes". Argumentar a favor de "qualquer um" é, sem dúvida, negar que o amor de Deus é igual para com todos os homens! Se alguns - o "todo aquele" - podem ser especialmente favorecidos, então Deus não pode ter amado todos os homens igualmente. Ele deve, de alguma forma, ter amado os "todos aqueles" mais do que o restante dos homens!