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sábado, 14 de setembro de 2013

sábado, 24 de agosto de 2013

HORACE BUSHNELL O PAI DO LIBERALISMO CONGREGACIONAL NOS EUA- Grandes nomes Congregacionais.



 Por Joelson Gomes
Trad. e Adpt.


 Horace Bushnell nasceu na aldeia de Bantam, município de Litchfield, Connectcut, em 14 de abril de 1802, e estudou no Yale Collge (universidade Congregacional). Depois de se formar, em 1827, foi editor literário do New York Journal of Commerce de 1828 a 1829, quando se tornou professor em Yale. Ali ele também estudou Direito, mas em 1831 entrou para o departamento de Teologia. Em maio de 1833 Bushnell foi ordenado pastor da Igreja Congregacional do Norte em Hartford, Connecticut e se casou com Mary Apthorp, o casal teve três filhos. Bushnell permaneceu em Hartford até 1859, quando, devido a problemas de saúde renunciou seu pastorado. Após isso ficou sem cargo nomeado, e até a sua morte em Hartford, em 1876, ele foi um autor prolífico e também pregava ocasionalmente.[1]



Como pregador, o Dr. Bushnell foi muito eficaz. Apesar de não ser um orador dramático, ele era original, pensativo e impressionante no púlpito. Sua posição teológica pode ser tida como uma revolta qualificada contra ortodoxia calvinista de sua época. Ele criticou as concepções vigentes da Trindade e da Expiação, também reinterpretou a Conversão (Bushnell argumentou que as crianças criadas em lares e igrejas cristãs simplesmente crescem cristãs se são formadas espiritualmente de forma correta, em sua opinião essas crianças não têm necessidade de uma experiência de conversão dramática ou decisão radical de fé), e as relações entre o natural e o sobrenatural. Acima de tudo, ele rompeu com a visão predominante que considerava a teologia como essencialmente intelectual em seu apelo, e demonstrável por processos de dedução lógica exata. A base adequada de seu pensamento pode ser encontrada nos sentimentos e intuições da natureza espiritual da humanidade. Sua principal influência filosófico teológica era Samuel Taylor Coleridge, o poeta romântico Inglês enigmático e ensaísta, cujo livro Aids to Refletionfoi muito inspirador para Bushnell.  Ele não tomava Genesis 1-11, literalmente, e não acreditava na infalibilidade da Bíblia, etc,[2]


Igreja Congregacional do Norte em Hartford
Bushnell foi conscientemente um teólogo mediador. Ele se levantou contra a corrente unitária da Nova Inglaterra e o liberalismo exarcebado, ao mesmo tempo em que resistia à rígida ortodoxia e fundamentalismo incipiente de neo-puritanismo, e a Teologia Princeton. Defendeu fortemente a crença no sobrenatural, inclusive os milagres de Jesus (embora ele não sentisse necessidade de defender cada história dos milagres bíblicos), e, ao mesmo tempo defendeu a necessidade de ajustar as doutrinas cristãs com o contexto cultural em mudança. Pode-se se dizer que ele enfureceu os liberais e conservadores.


É reconhecido pelos historiadores da teologia que Bushnell teve uma influência marcante sobre a teologia na América, uma influência não tanto, talvez, no sentido da modificação das doutrinas específicas, como no impulso, na tendência e no espírito geral que ele transmitiu ao pensamento teológico. Na estimativa do Dr. Munger era que: "Ele era um teólogo como Copérnico foi um astrônomo, ele mudou o ponto de vista e, assim, não só mudou tudo, mas apontou o caminho para a unidade de pensamento teológico." Assim, foi como um teólogo, e não como um pastor que Bushnell foi mais significativo. Primeiramente, ele forneceu o método intelectual e conteúdo para quebrar abordagem dogmática de construção do sistema de teologia puritana.[3] Na época outros pensadores estavam se movendo na mesma direção, e ele liderou o movimento na Nova Inglaterra. Foi um trabalho de coragem soberba. Dificilmente um teólogo em sua denominação estava com ele, e quase todos se pronunciaram contra ele. Quatro de seus livros são de particular importância:
 

  • Christian Nutrir (1847), no qual ele praticamente se opôs ao revivamento e efetivamente conduziu o pensamento cristão de então em direção ao novo;
  • A natureza e o Sobrenatural (1858), em que discutiu milagres e esforçou-se para levar o natural para o sobrenatural, enfatizando a sobrenatural natureza do homem;

  • O sacrifício Vicário (1866), no qual ele argumentou o que veio a ser conhecido como o ponto de vista moral da expiação em distinção à teoria do governo e a teoria penal;

  • Satisfação, e Deus em Cristo (1849) (com uma dissertação introdutória sobre a linguagem em relação ao pensamento e espírito). 



Foi acusado de opiniões heréticas sobre a Trindade e com isso foram feitas tentativas de levá-lo a julgamento, mas sem sucesso, pois em 1852 a sua igreja se retirou, por unanimidade, da associação congregacional local, eliminando assim qualquer possibilidade de outra ação contra ele.
 

Túmulo de Bushnell
Para seus críticos Bushnell formalmente respondeu por escrito com Cristo em Teologia (1851), no qual ele emprega o argumento importante que a verdade espiritual só pode ser expressa em linguagem aproximada e poética, e conclui que não pode existir uma dogmática teologia adequada. Em sua opinião toda linguagem, inclusive a teológica é metafórica.


Bushnell morreu em Hartford, em 1876.