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quarta-feira, 11 de maio de 2011

DAVID BRAINERD- Grandes nomes Congregacionais


David Brainerd nasceu no domingo, 20 de abril de 1718, em Haddam, Connecticut. Seu avô, Daniel Brainerd, havia chegado a Connecticut com idade de oito anos de Essex, na Inglaterra, por razões ainda desconhecidas. Daniel se tornou muito influente como o maior proprietário de terras, comissário para o Tribunal Geral, juiz de paz, e diácono.

Além de ser influente na comunidade, a família de David era muito devota. Sob a instrução de seu pai, David praticamente cresceu na Igreja Congregacional. Esta formação cristã provavelmente o ajudou suportar as primeiras grandes lutas da sua vida. Quando ele tinha nove anos, seu pai morreu e apenas cinco anos depois morreu sua mãe. Depois disso ele viveu por quatro anos no Oriente com sua irmã mais velha e durante esse tempo se mostraram deprimido e solitário, ao longo de sua vida lutou contra sua tendência à depressão

A partir de 1738 começou sentir uma grande angústia de alma percebendo que era egoísta e confiava em suas obras para a salvação. Apesar de ainda não ter tido uma experiência de conversão fez um compromisso de aos 20 anos de idade entrar no ministério, e começaram os planos para participar do Yale College (Seminário fundado pelos congregacionais). Pouco tempo depois, em setembro de 1739, ele se matriculou em Yale.

Os sofrimentos de David estavam para aumentar durante seus anos de faculdade. Ele era mais velho do que a maioria dos alunos, mas, como um novato ainda estava sujeito a trote dos veteranos. Ele também lutou contra doença constante. Durante seu primeiro ano foi mandado para casa por várias semanas com sarampo. Durante seu segundo ano, ele começou a cuspir sangue e foi novamente enviado para casa. Este foi provavelmente um dos primeiros sinais da tuberculose que acabaria por ser a causa de sua morte.

Quando voltou pela segunda vez, ele descobriu que o Grande Despertamento e uma visita de George Whitefield tinham mudado drasticamente o colégio. Brainerd contente se juntou ao corpo de estudante mais avivado, os da Nova Luz, enquanto a administração se manteve firme na Antiga Luz[1]. Insultos e desrespeito cresceram entre os dois grupos. Em 9 de setembro de 1741, o pastor congregacional Jonathan Edwards fez o discurso de abertura na Universidade de Yale intitulado: "As marcas distintivas de uma obra do Espírito de Deus". Para a decepção da administração, Edwards apoiou os estudantes da Nova Luz. Esta foi provavelmente a primeira reunião entre o honorável Brainerd e Edwards. Acusado de destratar um tutor foi expulso da faculdade. Reavaliou sua vida e neste ínterim passou muito tempo estudando e orando.

Em 1741, John Sergeant, um missionário entre os índios, pediu Sociedade Escocesa para Propagação do Conhecimento Cristão (SSPCK) que nomeasse um missionário para eles. Em 08 de novembro de 1742, Brainerd recebeu uma carta de Ebenezer Pemberton de Nova York, pedindo-lhe que considerasse este ministério com índios. Assim, e em 25 de novembro, ele aceitou a comissão e começou o que seria o legado de sua vida. Ele iria agora para sempre ser conhecido como um missionário para os índios americanos.

Brainerd passou os próximos seis meses se preparando para seu ministério, viajou visitando amigos e família e foi ver o campo de missão que logo iria entrar. Em seguida, atuou como pastor durante seis semanas em uma igreja Congregacional em East Hampton, Long Island.

Em 01 de abril de 1743, ele viajou e começou seu ministério com os índios na Mohegan Kaunaumeek. Durante a primavera viveu com um escocês e dormiu em uma cama de palha. Ele viajava uma milha e meia em cada dia para pregar aos índios, e lutava diariamente com depressão, solidão e desconforto físico. Brainerd viveu sozinho em uma cabana durante a maior parte do verão e, finalmente, em 30 de julho de 1743, mudou-se para uma cabana que tinha construído para si mesmo.

Depois de muito trabalho e dificuldades, no outono de 1746 a doença começou a vencê-lo. A sua agenda está cheia de queixas sobre o quão fraco ele era e como era difícil continuar seu ministério na atual condição física. Por isso, ele deixou os índios em novembro e viajou para a Nova Inglaterra, onde foi cuidado por amigos. Em março de 1947, ele retornou para o que seria a sua última visita aos índios antes de sua morte. Nessa época ele estava muito deprimido por sua doença.

Em 19 de maio de 1747, mudou-se para New Hampton, onde iria passar os últimos tempos de sua vida sob os cuidados de Jonathan Edwards e sua filha, Jerusa com quem veio a ficar noivo. Mas, não teve a chance de casar com ela, pois finalmente, o que ele se referia em seu diário como "aquele dia glorioso" veio, e ele morreu de tuberculose em 09 de outubro de 1747 com a idade de 29 anos. Jerusa morreu 04 meses depois, também de tuberculose.

Até hoje os diários de David Brainerd têm sido uma grande influencia nas vidas de missionários em todo mundo, ele passou 03 anos de ministério entre os índios americanos, mas estes 03 anos têm impactado vidas durante séculos.


[1] Estes eram os nomes que se davam na época as correntes mais avivadas ou mais tradicionais. Veja para isso: Frans Leonard Schalkwijk, Aprendendo da História dos Avivamentos. Disponivel em: http://www.monergismo.com/textos/avivamento/avivamento_historia.htm

6 comentários:

J. Leal... disse...

Cara! como eh bom saber que eu naum estou sozinho neste amor Congregacional! Por favor amado irmão, não deixe de postar neste blog... estarei aqui agora como seu seguidor...

No amor de Cristo,

Jonatas Leal

Igor Campos disse...

Cara, Daivid Brainner me desafia a dar tudo o que tenho por algo maior que possuo em Cristo Jesus. Louvado seja o Senhor pela vida desse grande herói dá fe.

Dione Dimarco disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Dione Dimarco disse...

olá Joelson , td bem na paz de Jesus? posso mais uma vez aproveitar de seu conhecimento com uma pergunta? tava lendo o texto que vc escreveu sobre David Brainerd; Como podemos estar deprimidos e pregar o evangelho? As vezes me sentia tão mal, pq não conseguia viver uma vida com minha esposa totalmente em paz, tínhamos uma incompatibilidade enorme, e falava a ela, como nós podemos levar a palavra de Deus sendo que em casa estamos sempre discutindo? isso me deprimia, e acabava as vezes desejando não participar das visitas,pq pensava eu; Se eu estou com problemas em minha própria casa como posso tentar ajudar um outro lar se nem o meu eu dou conta? voltando ao assunto do David Brainerd, como é possível pregar um Deus que cura se eu estou doente??? e claro sei dos casos na bíblia de servos de Deus que eram doentes..mas o que acha disso??...pq muitos desanimam...pregadores que vejo que são de Deus,mais hj, alguns são doentes, sobrevivem com muito pouco, são deprimidos, e isso de alguma forma os deixa em uma situação de falar do que não vive... seria isso fé num porvir onde td isso mudará(volta de Jesus) ou um costumismo hipócrita?

8 de agosto de 2013 07:17 Excluir

JOELSON GOMES disse...

Respondido em seu facebook. Deus te abençoe sempre.

Mônica Bastos Lopes dos Santos disse...

Baixei a Vida de David Breinerd no celular e estou lendo. A estória desse homem é realmente muito impactante. Ele tinha um amor por Deus e pelas almas tão grande a ponto de abrir mão de sua vida. A questão da depressão e da tuberculose, a meu ver, apesar de o diário não falar (pelo menos até agora), entendo que, em relação à depressão, ele não tinha tido talvez a revelação do que é viver por fé, e não pelo que se sente. Posso acordar sentindo tudo, mas se creio que sou nova criatura, vivo como nova criatura, independente do que estou sentindo. Acho que ele não tinha esse entendimento. E com relação à tuberculose, percebo nas palavras dele, apesar de se angustiar com os sintomas, um desejo de partir, de ir para o céu. Sendo assim, a cura obra da cruz não pode ser possuída. Se eu quero morrer para estar com Cristo (e é isso que parece que ele queria o tempo quase todo), nem Cristo pode me curar. Tomo posse pela fé daquilo que quero e creio. Da promessa conforme minhas expectativas. Daí porque acho que ele viveu tão pouco. Não creio que essa tenha sido a melhor vontade de Deus para ele, mas cada um conduz sua vida conforme sua fé.