Vem me seguir também...vem

PARA ACHAR ALGO DIGITE A PALAVRA

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

ALIANÇA CONGREGACIONAL, HISTÓRIA


1959, o ano está no começo. A Igreja Evangélica Congrega-cional em João Pessoa/PB está em festa, é uma comemoração das senhoras, e o Pr. Dorival Rodrigues Bewke é o preletor do evento. As pregações causam um grande despertar espiritual, muitas decisões acontecem e a experiência do batismo com o Espírito Santo enten-dida também como um evento após a conversão é vivenciada. A partir daí, uma nova atmosfera espiritual toma conta da igreja.

Com a realização do 1° Encontro Nacional de Renovação Espiritual, em Belo Horizonte/MG, que teve a participação do pastor da igreja, Jônatas Ferreira Catão, a Igreja Congregacional em João Pessoa é destaque no cenário de avivamento espiritual. Pouco depois, se juntam a esta visão a Igreja Congregacional em Campina Grande/PB (Pr. Raul de Souza Costa), 2ª Igreja Congregacional em Campina Grande/PB (Pr. João Barbosa de Lucena), Igreja Congre-gacional de Patos/PB (Pr. José Quaresma de Mendonça), Igreja Congregacional em Alagoa Grande/PB (dirigida à época pelo presbítero Dr. Guimarin Toledo Sales), Igreja Congregacional em Totó, Recife/PE (Pr. Isaías Correia dos Santos), Igreja Congregacional em Casa Amarela, Recife/PE (Pr. Roberto Augusto de Souza), igreja Congregacional no Pina, Recife/PE (Pr. Moisés Francisco de Melo) e uma congregação em Caruaru/PE, dirigida à época pelo pr. Jônatas Catão.

Corre o ano de 1967, uma onda de renovação espiritual se alastra pelas igrejas evangélicas históricas do país. No mês de junho, na cidade de Patos/PB, acontecem os congres-sos femininos e de mocidade congregacionais, estes eventos foram de muito impacto e tiveram muita reper-cussão. A liderança da denominação dos con-gregacionais no país (na época o órgão se chamava Igreja Evangélica Congregacional do Brasil), não concordando com os rumos que aquelas igrejas estavam tomando, convocou um Concílio Geral Extraordinário para os dias 20 e 21 de julho, na Igreja Congregacional em Fei-ra de Santana/BA. Nesse Concílio, participariam as igrejas congregacionais que não concor-davam com a renovação, porém, outro foi realizado entre os dias 21 e 22 do mesmo mês, com a participação das igrejas ditas renovadas.

Aconteceu o referido concílio e a decisão final por não haver concordância foi a exclusão da denominação das igrejas de João Pessoa, as duas de Campina Grande, Patos, Natal, Totó, Pina, e também a exclusão dos pastores: Jônatas Catão, José Quaresma, Isaías Correia, Moisés Fran-cisco, Raul de Souza, João Barbosa e Roberto Augusto, sendo negada qualquer palavra a eles nos trâmites da assembleia para sua defesa.

Ainda no caminho de volta, o Pr. Jônatas Catão sugeriu a possibilidade de reunir os excluídos em um grupo com características denominacionais, e foi marcada uma reunião para 13 de agosto, em Campina Grande/PB.

Foi realizado um contato com o Pr. Servilho Benício, da Igreja Congregacional em Dezoito do Forte, Aracaju/SE, sua igreja já estava seguindo os caminhos da renovação espiritual e ele, após ouvir os últimos acontecimentos, se mostrou favorável a criação da nova denominação.

Em todas as negociações prévias, visitas a pastores e sugestões de direção, o trabalho do Pr. Jônatas Catão foi de um valor inestimável, ele foi um grande líder.

No dia 10 de agosto de 1967, um domingo, as delegações das igrejas foram recebidas na Igreja Congregacional em Campina Grande, muitos líderes acorreram ao evento. E no dia 14 foi aberta a primeira reunião administrativa onde é fundada a ALIANÇA DAS IGREJAS EVANGÉLICAS CONGREGACIONAIS DO BRASIL e eleita por aclamação a sua primeira diretoria:

Pres. Raul de Souza Costa

1° Vice-Pres. Jônatas Ferreira Catão

2º Vice-Pres. Geraldo Batista dos Santos

1º Sec. Presb. Euclides Cavalcanti Ribeiro

2º Sec. Presb. Euclides Gomes da Costa

1º Tes. Osmar de Lima Carneiro

2º Tes. Presb. Caitano Antônio da Silva.

Os presentes encerram os trabalhos de mãos dadas felizes e realizados. No dia 19 de agosto de 1967, em grande festa em Carua-ru/PE, é instalada a Igreja Evangélica Congregacional naquela cidade, e é empossado como seu pastor visitante Jônatas Ferreira Catão. Essa foi a primeira igreja emancipada da recém-formada ALIANÇA, e daí por diante o evangelho do reino foi sendo espalhado por todo Brasil.

Hoje, temos uma denominação forte e vibrante com 91 igrejas, 26 campos missionários, muitos pastores e milhares de membros com muitas expectativas de crescimento em todas as áreas, sem fugir da ortodoxia evangélica e entrar nos modismos atuais.

Agora, mais do que nunca, as palavras do hino que foi um marco naquela época se fazem valer:

Obra Santa do Espírito

Esta causa é do Senhor.

Como um vento impetuoso

Como fogo abrasador

Estamos sobre terra santa

Reverente e muito amor

Esta hora é decisiva

Vigilante e de temor.

Ninguém detém! É obra santa”.


*Muitas das informações do texto seguem testemunho do presb. Osmar de Lima Carneiro, participante ativo dos eventos.

4 comentários:

Rafaela, Rebeca e Charlys disse...

Muito bom os artigos e esse espaço é sensacional. Todos os congas brasileiros podem ter a chance de conhecer melhor suas origens e passar então a valorizar nossa tradição. Parabéns pela iniciativa. Show de bola!

Evangelho sem Mácula disse...

Espero também deixar minha contribuição para a história da Igreja Congregacional no Brasil. Vou fazer a minha parte!

JM Produções disse...

Não li no texto nenhuma referência ao saudoso Pr. João C. Ximenes...

JOELSON GOMES disse...

JMProduções, o referido não aparece no texto porque ele não fez parte da fundação da Aliança Congregacional, e é a isso que o artigo se refere.

Volte sempre.